Qual a composição e as atribuições do Conselho Nacional de Justiça? – Denise Cristina Mantovani Cera

Qual a composição e as atribuições do Conselho Nacional de Justiça? - Denise Cristina Mantovani Cera

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Com a missão de contribuir para que a prestação jurisdicional seja realizada com moralidade, eficiência e efetividade, em benefício da sociedade, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) foi criado em 31 de dezembro de 2004 e instalado em 14 de junho de 2005. O CNJ é um órgão do Poder Judiciário com sede em Brasília/DF e atuação em todo o território nacional, que visa, mediante ações de planejamento, à coordenação, ao controle administrativo e ao aperfeiçoamento no serviço público da prestação da Justiça. É um órgão voltado à reformulação de quadros e meios no Judiciário, sobretudo no que diz respeito ao controle e à transparência administrativa e processual.

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Preceitua a Carta Magna de 1988:

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Art. 92. São órgãos do Poder Judiciário:

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I – A o Conselho Nacional de Justiça;

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§ 1 O Supremo Tribunal Federal, o Conselho Nacional de Justiça e os Tribunais Superiores têm sede na Capital Federal.

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A composição do Conselho Nacional de Justiça está disposta no caput e incisos do Artigo 103-B da Carta Magna de 1988, que diz:

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Art. 103-B. O Conselho Nacional de Justiça compõe-se de 15 (quinze) membros com mandato de 2 (dois) anos, admitida 1 (uma) recondução, sendo:

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I – o Presidente do Supremo Tribunal Federal;

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II – um Ministro do Superior Tribunal de Justiça, indicado pelo respectivo tribunal;

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III – um Ministro do Tribunal Superior do Trabalho, indicado pelo respectivo tribunal;

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IV – um desembargador de Tribunal de Justiça, indicado pelo Supremo Tribunal Federal;

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V – um juiz estadual, indicado pelo Supremo Tribunal Federal;

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VI – um juiz de Tribunal Regional Federal, indicado pelo Superior Tribunal de Justiça;

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VII – um juiz federal, indicado pelo Superior Tribunal de Justiça;

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VIII – um juiz de Tribunal Regional do Trabalho, indicado pelo Tribunal Superior do Trabalho;

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IX – um juiz do trabalho, indicado pelo Tribunal Superior do Trabalho;

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X – um membro do Ministério Público da União, indicado pelo Procurador-Geral da República;

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XI um membro do Ministério Público estadual, escolhido pelo Procurador-Geral da República dentre os nomes indicados pelo órgão competente de cada instituição estadual;

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XII – dois advogados, indicados pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil;

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XIII – dois cidadãos, de notável saber jurídico e reputação ilibada, indicados um pela Câmara dos Deputados e outro pelo Senado Federal.

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No mesmo artigo, porém no §4 , estão descritas as atribuições do órgão, que são:

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Art. 103-B, § 4 Compete ao Conselho o controle da atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário e do cumprimento dos deveres funcionais dos juízes, cabendo-lhe, além de outras atribuições que lhe forem conferidas pelo Estatuto da Magistratura:

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I – zelar pela autonomia do Poder Judiciário e pelo cumprimento do Estatuto da Magistratura, podendo expedir atos regulamentares, no âmbito de sua competência, ou recomendar providências;

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II – zelar pela observância do art. 37 e apreciar, de ofício ou mediante provocação, a legalidade dos atos administrativos praticados por membros ou órgãos do Poder Judiciário, podendo desconstituí-los, revê-los ou fixar prazo para que se adotem as providências necessárias ao exato cumprimento da lei, sem prejuízo da competência do Tribunal de Contas da União;

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III – receber e conhecer das reclamações contra membros ou órgãos do Poder Judiciário, inclusive contra seus serviços auxiliares, serventias e órgãos prestadores de serviços notariais e de registro que atuem por delegação do poder público ou oficializados, sem prejuízo da competência disciplinar e correicional dos tribunais, podendo avocar processos disciplinares em curso e determinar a remoção, a disponibilidade ou a aposentadoria com subsídios ou proventos proporcionais ao tempo de serviço e aplicar outras sanções administrativas, assegurada ampla defesa;

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IV – representar ao Ministério Público, no caso de crime contra a administração pública ou de abuso de autoridade;

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V – rever, de ofício ou mediante provocação, os processos disciplinares de juízes e membros de tribunais julgados há menos de um ano;

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VI – elaborar semestralmente relatório estatístico sobre processos e sentenças prolatadas, por unidade da Federação, nos diferentes órgãos do Poder Judiciário;

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VII – elaborar relatório anual, propondo as providências que julgar necessárias, sobre a situação do Poder Judiciário no País e as atividades do Conselho, o qual deve integrar mensagem do Presidente do Supremo Tribunal Federal a ser remetida ao Congresso Nacional, por ocasião da abertura da sessão legislativa.

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Fonte:

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Sobre o CNJ

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